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Cirurgião plástico da face explica quais procedimentos são mais indicados para cada idade

Em crianças, adultos ou idosos, as cirurgias plásticas podem auxiliar em correções genéticas ou melhora da autoestima

Com o avanço da medicina na área estética, cada vez mais cirurgias são realizadas em diferentes faixas etárias. Seja para rejuvenescimento, correção ou melhoria da autoestima, as cirurgias plásticas podem ser indicadas desde a infância até a terceira idade. De acordo com dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), houve um aumento de 11,4% no número de cirurgias estéticas realizadas no último ano.

O cirurgião plástico facial, Dr. Yuri Moresco, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), explica quais são os procedimentos faciais mais realizados em cada faixa etária, assim como os fatores importantes a serem avaliados.

Até os 17 anos

Entre as cirurgias realizadas nessa faixa etária, estão a rinoplastia (correção do nariz) e a otoplastia (correção das orelhas). “Apesar de muitos procedimentos serem realizados após o crescimento facial estar completo, geralmente entre os 16 e 18 anos, uma quantidade significativa de cirurgias é realizada em crianças e adolescentes, especialmente para corrigir deformidades congênitas”, explica o médico.

Como exemplo de cirurgias que o benefício é maior em idades mais jovens, devemos dar atenção às deformidades congênitas, sequelas de cânceres ou condições que estejam prejudicando o psicológico e convívio social da criança. “Realizo cirurgias em malformações de nascimento desde primeiras horas de vida, dias e poucos meses. Alguns procedimentos não podem esperar, temos protocolos e tempos adequados para que o desenvolvimento da criança não seja afetado, à exemplo cirurgias de lábios fissurados, craniossinostoses (deformidade de crânio que prejudica o desenvolvimento do cérebro), deformidades de orelhas”, conta Moresco que reúne mais de 1.300 procedimentos ao longo da carreira.

Entre 18 e 40 anos

Nesta etapa, as cirurgias muitas vezes são escolhidas mais por influência estética do que por necessidade de correção. “Pequenos detalhes começam a incomodar o paciente, levando-o a optar por procedimentos mais invasivos para melhorar a autoestima”, destaca o cirurgião plástico. Ele enfatiza que as principais intervenções realizadas nessa faixa de idade incluem procedimentos não cirúrgicos, como bioestimulação de colágeno, botox, tratamentos a laser e peelings químicos e cirurgias para melhorias na aparência da face, nariz, rugas, pálpebras.

O colágeno também começa a apresentar um declínio na sua produção natural, que, segundo Yuri, pode chegar a até 30% menos na sua formação. “Em casos em que a produção de colágeno está comprometida, a blefaroplastia, o lifting de sobrancelha e o preenchimento com lipoenxertia tornam-se opções muito procuradas pelos pacientes”, destaca.

No entanto, de acordo com uma pesquisa da ISAPS, o procedimento mais realizado nessa faixa etária é a rinoplastia, representando mais de 66% das cirurgias realizadas nessa categoria. “A rinoplastia pode ser realizada por diversas razões, incluindo correção de deformidades congênitas, melhoria da função respiratória, correção de traumas nasais ou simplesmente para melhorar a estética do nariz de acordo com as preferências do paciente”, explica Yuri Moresco.

Dos 40 aos 50 anos

De acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica, é nessa faixa etária que ocorre um aumento significativo na realização de intervenções cirúrgicas estéticas. A quantidade de colágeno na face diminui consideravelmente, podendo chegar a uma perda de até 50%. Portanto, os procedimentos de rejuvenescimento tornam-se a principal busca nos consultórios médicos.

“Os liftings com reposicionamento da musculatura da face para proporcionar um aspecto mais jovem, conhecido como deep plane, e os liftings endoscópicos são geralmente a primeira opção nessa idade”, descreve o cirurgião plástico.

Outro procedimento frequente nessa faixa etária é a blefaroplastia. “A cirurgia é realizada para tratar condições como excesso de pele nas pálpebras superiores ou inferiores, bolsas de gordura visíveis e flacidez que pode causar uma aparência cansada ou envelhecida. Além disso, pode ser considerada como uma medida preventiva contra o envelhecimento”, aconselha o médico.

Com idade entre 50 e 60 anos

Nessa fase da vida, a principal queixa dos pacientes começa a mudar e passa a estar relacionada ao pescoço e ao contorno do rosto. De acordo com Moresco, a papada abaixo do queixo e o excesso de pele tornam o lifting cervical a cirurgia mais procurada nessa idade.

Depois dos 60

Para aqueles que começaram a se cuidar desde cedo, a fase dos 60+ pode estar associada a pequenas correções ou ajustes, enquanto para aqueles que não buscaram intervenções estéticas ao longo da vida, o processo de rejuvenescimento pode exigir procedimentos mais complexos.

“Para aqueles que passaram dos 60 anos e nunca realizaram nenhum procedimento estético, as cirurgias plásticas podem ser vistas como um processo completo de correção em toda a face. Geralmente, isso envolve a combinação de um lifting facial completo, blefaroplastia e preenchimentos”, ressalta o cirurgião.

Sobre Yuri Moresco

Yuri Moresco é médico, cirurgião plástico com atuação em cirurgias estéticas faciais e cirurgias plásticas reparadoras em crianças. Com mais de 1300 procedimentos cirúrgicos no histórico profissional, e requisitado por pacientes brasileiros e estrangeiros, é formado em Medicina pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC-PR, com Residência Médica de Cirurgia Geral no Hospital e Maternidade Angelina Caron (PR) e formação em Cirurgia Plástica no Hospital SOBRAPAR – Crânio e Face, em Campinas (SP), que é referência em cirurgias craniofaciais em pacientes adultos e infantis. Cresceu no interior do Paraná valorizando as coisas simples da vida. Neto de avó pintora e pai pediatra, atualmente atende centenas de crianças em quadros clínicos com deformidades congênitas, como Chefe de Cirurgia Plástica do Hospital Oncopediátrico Erastinho, referência em pediatria nacional, também é Preceptor na Residência em Cirurgia Plástica do Hospital de Clínicas da UFPR, além de estar à frente da Clínica Moresco, um Centro Avançado de Cirurgias da Face, com protocolos estéticos de tratamento estabelecidos e patenteados por ele, como o Full Rejuvenation Protocol.