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Distress e Eustress: entenda as diferenças e como é possível gerenciar o stress

48% dos brasileiros estão estressados; especialistas discutem como lidar melhor com os desafios do cotidiano

O quanto você está estressado? Essa pergunta vai ter respostas diferentes de acordo com realidades distintas, mas certamente o stress esteve, está ou estará na vida de qualquer pessoa. O que muita gente não sabe é que o stress é uma reação natural do próprio corpo diante de uma situação que represente ameaça. Quando alguém se estressa, o corpo libera diversas substâncias no organismo, inclusive o cortisol, considerado o hormônio do stress. O que acontece na prática? O corpo ativa o sistema primitivo de luta ou fuga, que é um processo autônomo do organismo. Ao ativar esse sistema, o corpo também libera adrenalina e norepinefrina, causando taquicardia, respiração curta, suor excessivo, alteração na pupila e no intestino, entre outras reações que alertam para esse momento. 

Duas pesquisas recentes trazem números relevantes para a discussão sobre a presença do stress e a forma como as pessoas lidam com  ele. De acordo com os dados mais recentes da International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR), o stress profissional, por exemplo, afeta 72% dos brasileiros frequentemente causando irritabilidade, adoecimentos, afastamento do trabalho, entre outros problemas. Fora do ambiente corporativo, outro número recente vem do levantamento da StarCheck (da Healthtech Starbem), que revelou no segundo semestre de 2022 quase 49% dos brasileiros estão estressados de um modo geral. 

De acordo com especialistas, como a Dra. Ana Maria Rossi, presidente da ISMA-BR, a principal instituição que estuda o tema no mundo todo, se o stress é algo natural, ele precisa ser entendido por dois pontos diferentes que se somam: eustresse, o positivo, e o distresse, considerado o negativo.

O eustresse e distresse causam reações fisiológicas iguais no organismo das pessoas. A diferença está na reação emocional. O eustresse pode fazer com que a pessoa sinta motivação e satisfação. Já o distresse traz a sensação de ameaça e intimidação. 

Segundo Ana Maria, o stress não é algo a ser combatido, pois pertence naturalmente ao ser humano. “Precisamos olhar o stress como algo a se gerenciar melhor, o que inclusive vai ajudar na manutenção da saúde do indivíduo como um todo”, explica a especialista.

Outra especialista no tema é a neurologista Ana Paula Peña. Estudiosa no assunto, ela ainda acrescenta que o gerenciamento de stress deve ser uma prática a ser adotada diariamente. “Uma espera no elevador, uma conversa com o chefe no trabalho ou até uma apresentação em público são situações que podem ocasionar o stress, por exemplo, por isso é importante termos inteligência emocional para saber gerenciar nossas emoções. Precisamos entender que temos poder apenas sobre nossas reações e não sobre como o outro vai reagir em determinada situação”, afirma.

Na prática, o gerenciamento do stress sugere reflexões e atitudes mais assertivas diante dos estímulos. O indivíduo pode se estressar em determinadas situações, mas quando a prática do gerenciamento é feita com frequência, algo que poderia vir causar um desconforto, pode se tornar uma prevenção à situações estressantes e claro, à saude também.