Alunas relatam assédio sexual em escola de São Franco e citam "toques impróprios" e pedido de dança

Três famílias foram à polícia após alunas de 11 a 15 anos, de uma escola municipal de São Francisco do Sul, relatarem assédios sexuais que teriam sofrido por parte de um professor de 65 anos. Em um dos casos, o homem teria pedido para que estudantes "dançassem para ele" de portas trancadas, para que "melhorassem as notas". Adolescentes ainda citam toques no corpo e abraços inconvenientes.


A Polícia Civil confirmou que investiga o caso — em sigilo por causa da idade das meninas. O professor foi afastado de sala de aula e um processo disciplinar contra ele foi aberto na esfera administrativa da Secretaria de Educação.


Nossa reportagem preservou o nome da escola e dos envolvidos para não expor as estudantes, que são menores de idade, como prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).


Pedro Mira, advogado criminalista, diz que foi procurado por pais das alunas no fim do mês de março, quando orientou que a situação fosse levada para a delegacia. Em uma reunião com os familiares, no dia 25, quatro casos chegaram ao conhecimento de Mira, sendo que três estudantes registraram boletim de ocorrência. A suspeita do advogado é de que o número de vítimas passe de 10.


Professor de 65 anos foi afastado de sala de aula após três casos chegarem ao conhecimento da polícia em São Francisco do Sul.

Os boletins de ocorrência, obtidos com exclusividade pelo A Notícia, relatam que o professor teria passado a mão na barriga de uma das estudantes, teria tocado na coxa de outra “de forma inconveniente” e teria abraçado e constrangido alunas com atitudes em público — como esbarrões em corredores e buzinadas nas ruas. A mãe de uma das meninas descreve até mudança no comportamento da adolescente:


— Minha filha relatou que o professor por duas vezes colocou a mão na cintura dela, passou a mão na barriga. Ela se sentiu constrangida. Ficou sem querer ir para a aula e está muito incomodada com o que estava ocorrendo. Minha filha tem apenas 11 anos e isso não pode acontecer dentro de uma escola.


Outro relato à polícia, de uma menina de 14 anos, descreve que o professor teria pedido para que as estudantes dançassem para ele em sala de aula, caso quisessem "melhorar a nota". No boletim de ocorrência, a adolescente conta que o professor teria dito que fecharia a porta "para que assim tivessem mais privacidade".


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Fonte: NSC





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