Magazine Luiza quer comprar Correios e Telégrafos.

Durante participação em evento, o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, reconheceu que a eleição pode afetar os valores oferecidos pelos interessados em comprar a estatal, mas ressaltou que a concretização do negócio depende do “apetite do mercado no preço correto”


Cobiçado por multinacionais de entrega e grandes empresas que atuam no e-commerce, os Correios são a próxima joia do plano de privatizações do Ministério da Economia, que, a duras penas, tem tentado avançar com uma agenda de enxugamento do Estado.


O governo, porém, não quer vender barato uma estatal que é vista com potencial para operar em toda a América Latina, embora reconheça que a proximidade da eleição presidencial, prevista para 2022, possa afetar o preço.


Montezano reiterou que a expectativa do governo é que o leilão da empresa aconteça no primeiro semestre do ano que vem, após o projeto ser aprovado pelo Congresso. “Mas, naturalmente, para que isso ocorra, vai depender do apetite do mercado no preço correto”, reforçou o executivo.


Entre as empresas que, segundo o governo, já demonstraram interesse em comprar os Correios, estão multinacionais de entrega como a americana FedEx e a alemã DHL, a Amazon, que atua tanto em logística quanto em e-commerce, e a gigante brasileiro do varejo Magazine Luiza.


O Mercado Livre chegou a manifestar a intenção de adquirir a estatal em 2020, mas descartou a possibilidade em 2021, após anunciar investimento de R$ 10 bilhões em uma operação própria de logística, a Mercado Envios.


Os candidatos que entrarem de fato na disputa poderão ter de desembolsar R$ 15 bilhões pelos Correios, segundo estimativa apresentada em setembro de 2020 pelo Ministério das Comunicações, pasta à qual os Correios estão vinculados. O valor mínimo, porém, ainda não foi definido e aguarda a conclusão de estudos do BNDES.


Click Notícias

Caio Ribeiro DRT 0002619/SC


5 visualizações0 comentário